Plataforma que aproxima cidadãos da Defensoria Pública vence Global Legal Hackathon em Florianópolis

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Plataforma que aproxima cidadãos da Defensoria Pública vence Global Legal Hackathon em Florianópolis

Também foram premiados sistemas de auxílio às mulheres vítimas de violência e uma tecnologia que localiza criminosos com mandados de prisão em aberto.

Também foram premiados sistemas de auxílio às mulheres vítimas de violência e uma tecnologia que localiza criminosos com mandados de prisão em aberto. Foto: Divulgação/Softplan

 

Após mais de 50 horas de competição, o Global Legal Hackathon premiou no domingo (24), em Florianópolis, as três ideias mais inovadoras para a Justiça. Desde sexta-feira (22) 14 times desenvolveram do zero propostas de soluções com impacto social, na sede da Softplan, no Sapiens Parque. O primeiro lugar ficou com o e-Defensoria, plataforma web de gestão para conectar digitalmente os cidadãos com a Defensoria Pública e pretende evitar as longas filas de espera presenciais e agilizar o primeiro atendimento das pessoas que precisam de assistência jurídica fornecida pelo Estado.

O segundo lugar ficou com a plataforma Raquel, pensada para prestar auxílio às mulheres vítimas de violência doméstica. No serviço, advogadas e advogados podem se cadastrar para oferecer assistência jurídica especial para esse tipo de caso – e conta com uma funcionalidade de plantão para urgências. Na avaliação da equipe, o diferencial é oferecer um serviço jurídico com mais empatia. O terceiro colocado foi o CAP-ID, um sistema que promete ajudar a localizar criminosos com mandados de prisão em aberto. A ideia é oferecer um aplicativo de celular para agentes policiais fazerem o reconhecimento facial de suspeitos. Por meio de uma fotografia, uma Inteligência Artificial cruza as informações biométricas com os registros do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

O Diretor de Inovação da Unidade de Justiça da Softplan, Marcos Florão, destacou o cunho social de todas as propostas e agradeceu o engajamento dos participantes: “todos realmente pensaram não em mudar a Justiça, mas transformar a sociedade e melhorar a vida das pessoas”. Os vencedores ganharam, respectivamente, cheques no valor de R$ 8 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil.

A competição Global Legal Hackathon é considerada a maior em escala global voltada para o segmento de Justiça. Ocorre simultaneamente em 24 países, em mais de 40 cidades. Depois das etapas locais, as equipes vencedoras passam por uma semifinal online, prevista neste ano no dia 15 de março, que classifica 14 equipes de todo o mundo para o grande encerramento em Nova York, marcado para ocorrer no dia 4 de maio.

Em Florianópolis, as edições de 2018 e 2019 da maratona foram realizadas na Softplan e contou com o patrocínio da Amazon, Teltec Solutions, MRV Engenharia, DBServer, Faculdade CESUSC e Menezes e Niebuhr Advogados Associados, além do apoio da OAB Santa Catarina, da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) e Dazideia.