Pesquisa: mulheres ocupam apenas 12% de cargos C-level no mercado de TI

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Pesquisa: mulheres ocupam apenas 12% de cargos C-level no mercado de TI

desigualdade pode ser atribuída a fatores como: viés inconsciente na contratação, falta de oportunidades para desenvolvimento e cultura corporativa pouco inclusiva.

Levantamento realizado pelo IT Forum aponta que desigualdade pode ser atribuída a fatores como: viés inconsciente na contratação, falta de oportunidades para desenvolvimento e cultura corporativa pouco inclusiva. / Foto: Christina @ wocintechchat.com (Unsplash)


[05.03.2024]
Redação SC Inova, com informações do IT Forum

Desde os primórdios da computação, as mulheres têm desempenhado papéis fundamentais na criação e no avanço da tecnologia. Mas apesar dos progressos ao longo dos anos – com as mulheres cada vez mais presentes em áreas como desenvolvimento de software, análise de dados, segurança cibernética e gerenciamento de projetos de TI – a disparidade de gênero persiste em várias frentes. 

Dados do último levantamento do estudo Diagnóstico Comportamental dos Profissionais de TI, realizado pela plataforma e comunidade de tecnologia brasileira IT Forum, com revelam que as mulheres continuam sub-representadas em cargos de liderança e recebem salários bem menores em comparação aos seus colegas do sexo masculino, ainda que possuam habilidades e experiências similares.

A pesquisa, que traça o perfil dos executivos de TI junto a lideranças ativas de tecnologia das empresas de diferentes setores da economia, ouviu 464 profissionais da área, entre C-Levels, diretores, CTOs e CEOs, e aponta que, entre os respondentes, apenas 12% são mulheres.

Os dados também mostram que entre o público masculino, as maiores faixas salariais sobrepõem a média das mulheres nas empresas. Enquanto 11% dos homens afirmaram receber entre R$ 30 a R$ 50 mil, apenas 4% das entrevistadas declararam estar na mesma faixa salarial.

De acordo com Bruna Bomfim, gerente de Estudos, Pesquisas e Inteligência do IT Forum, essa desigualdade na área pode ser atribuída a fatores como: viés inconscientes nos processos de contratação, falta de apoio e de oportunidades para o desenvolvimento profissional, além de uma cultura corporativa que muitas vezes não é inclusiva o suficiente para mulheres. “É crucial reconhecer o valor da diversidade de gênero no setor de TI. Outros estudos já apontam que equipes diversas tendem a ser mais inovadoras, criativas e eficazes na resolução de problemas complexos”, pondera.

Políticas de recrutamento e promoção mais inclusivas, estabelecimento de programas de mentoria e desenvolvimento de liderança voltados especificamente para mulheres, e a criação de espaços seguros para discussão e conscientização sobre questões de gênero são algumas iniciativas que podem ajudar a combater a desigualdade no mercado.

Ainda de acordo com o estudo, 39% das entrevistadas acreditam que trabalhar em uma empresa que promova a diversidade é imprescindível. Já para os homens, o mesmo medidor cai para 18%.

“Isso deixa claro a segurança que um ambiente inclusivo impõe sobre as profissionais do setor. E ao enfrentar essa barreira, estamos não apenas promovendo a justiça e a igualdade, mas também impulsionando a inovação e o progresso em toda a indústria”, afirma Bruna.

Em Santa Catarina, os dados mais recentes (2020) divulgados no estudo Tech Report da Associação Catarinense de Tecnologia mostram que as mulheres representam 22,8% do total de empreendedores no setor, um percentual que caiu em comparação aos anos anteriores (era 27,2% em 2017) – e um pouco abaixo da média nacional (25%).

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