Empresa de tecnologia fundada em Joinville negocia fechamento de capital após cinco anos listada na B3. Operação envolve grupo de investimentos Hindiana e oferta para aquisição de ações. / Foto: Divulgação
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[05.01.2026]
Redação SC inova, scinova@scinova.com.br, com informações de agências
A Neogrid, empresa brasileira de software especializada em soluções para gestão da cadeia de suprimentos, anunciou um acordo para a venda de seu controle acionário ao grupo de investimentos Hindiana, movimento que pode resultar no fechamento de capital e na saída da companhia da B3. A decisão ocorre cerca de cinco anos após o IPO da empresa, realizado em 2020.
A transação será viabilizada por meio de uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA), protocolada junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela Dalpe Gestão e Participações, veículo de investimentos do grupo comprador. A oferta prevê a aquisição do controle da Neogrid e o posterior cancelamento do registro de companhia aberta.
O preço proposto foi de R$ 29 por ação, valor que representa um prêmio em relação às cotações recentes dos papéis. Após o anúncio da operação, na penúltima semana de 2025, as ações da empresa registraram alta de aproximadamente 4% no pregão, refletindo a reação positiva do mercado à possibilidade de reorganização societária.
Para que o fechamento de capital seja efetivado, a Dalpe precisará atingir o quórum mínimo exigido pela regulação, incluindo a aquisição de ao menos 54% das ações com direito a voto, além da aprovação em assembleia de acionistas.
ESTRATÉGIA E CONTINUIDADE DA GESTÃO
Apesar da mudança no controle acionário, a operação não prevê alterações imediatas na gestão da companhia. O fundador Miguel Abuhab deverá assumir a posição de executive chairman, com foco em inovação e direcionamento estratégico, enquanto o atual CEO, Nicolás Simone, permanece à frente da operação.
Fundada em 1999, a Neogrid construiu sua trajetória no desenvolvimento de soluções digitais para integração de dados, planejamento e eficiência logística, com forte presença nos setores de varejo e indústria. Nos últimos anos, a companhia passou por um ciclo de expansão e consolidação, mas enfrentou os desafios de liquidez e volatilidade comuns a empresas de tecnologia listadas em Bolsa.
O movimento de saída do mercado de capitais reforça uma tendência observada em outras empresas de tecnologia brasileiras, que optam por estruturas de capital mais flexíveis para viabilizar estratégias de longo prazo fora do ambiente de companhias abertas.





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