Relatório do Sebrae mostra interiorização do ecossistema, salto na presença feminina e R$ 5,2 bilhões em valor de mercado gerado por empresas aceleradas nos últimos 12 anos
[27.08.2025]
Redação SC Inova, scinova@scinova.com.br
Florianópolis abriu nesta quarta-feira (27) o Startup Summit 2025, encontro que se consolidou como um dos principais fóruns do empreendedorismo inovador no Brasil. A expectativa é de mais de 10 mil pessoas circulando pelo CentroSul até sexta-feira (29), além de 24 mil acompanhando a transmissão online, em três dias de programação que somam 200 palestrantes, 150 empresas expositoras e delegações de 20 países.
O evento acontece em um momento simbólico. O Sebrae Startups Report Santa Catarina 2025, divulgado nesta semana, atualiza os números do setor e mostra um estado com 2.059 startups ativas, espalhadas por todas as regiões. A concentração na Grande Florianópolis segue relevante, mas o crescimento mais acelerado ocorre no interior — 38,5% no Oeste e 47,2% no Sul em relação a 2024. Além da expansão geográfica, há sinais de amadurecimento: o percentual de empresas sem receita caiu de 44% para 41% e quase 70% estão em fases de validação ou tração, em direção à consolidação de mercado.
O presidente da ACATE, Diego Brites Ramos, relacionou os avanços à forma como Santa Catarina organiza seu ecossistema: “O que o estado faz diferente é, com certeza, a colaboração e a confiança. É isso que nos permite não só fortalecer empresas locais, mas também influenciar políticas públicas e formar empreendedores em várias regiões.”
Esse movimento tem como um de seus eixos o Programa Startup SC, criado pelo Sebrae/SC em 2013. Ao completar 12 anos, o programa já acelerou 540 startups em 41 cidades, com valuation médio de R$ 179 milhões nos exits registrados. Somadas, essas empresas geraram cerca de R$ 5,2 bilhões em valor de mercado. Alexandre Souza, gerente de Inovação do Sebrae/SC, define o programa como uma plataforma de transformação: “Os dados do censo servem de base para novas estratégias, mas também mostram como conseguimos criar impacto econômico e social em todo o estado.”
Outro dado que aparece no relatório é a evolução da participação feminina. Em apenas um ano, a presença de mulheres na fundação de startups saltou de 9% para 25%. Na abertura do Summit, Margarete Coelho, diretora do Sebrae Nacional, anunciou a continuidade do programa Empreendedoras Tech, voltado a ampliar esse protagonismo: “Queremos que as mulheres estejam no centro das decisões e tenham as mesmas oportunidades. Apenas 15% das startups brasileiras são lideradas por mulheres, e esse índice precisa mudar.”
Para além da pauta de diversidade, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, destacou que os pequenos negócios são decisivos para a geração de empregos e para a inclusão social. “A economia tem que ser sustentável, já é globalizada, e a inclusão faz parte desse tripé. Uma economia que inova também inclui e tira as pessoas das dificuldades e da miséria”, afirmou.
A programação do Startup Summit reflete essa combinação de negócios, internacionalização e políticas públicas. Os palcos recebem executivos como Tom Gruber (cofundador da Siri/Apple), Carolina Strobel (Antler) e Guilherme Horn (WhatsApp/Meta). Paralelamente, a área de negócios conecta fundos de investimento, corporações e mais de mil startups selecionadas pelo Prêmio Sebrae Startups, em um espaço que concentra grande parte da movimentação de investidores
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