Chamadas públicas somam R$ 12 milhões e atuam em diferentes etapas da jornada de inovação em Santa Catarina. / Foto: Ricardo Wolffenbuttel (arquivo Secom)
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[16.01.2025]
Redação SC lnova, scinova@scinova.com.br
A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) iniciou o calendário de editais de 2026 com duas chamadas públicas voltadas à inovação. O programa Impulsiona SC, em sua segunda edição, prevê até R$ 10 milhões em subvenção econômica para empresas de base tecnológica, enquanto a quarta edição do programa de propriedade intelectual destina até R$ 2 milhões ao apoio a patentes e ativos tecnológicos.
As iniciativas atingem etapas distintas da jornada de inovação e incidem sobre desafios estruturais enfrentados por startups, pesquisadores e ICTs no estado.
O primeiro edital anunciado é a segunda edição do programa Impulsiona SC, que prevê até R$ 10 milhões em recursos de subvenção econômica não reembolsável. Cada projeto poderá receber até R$ 200 mil, com foco em empresas catarinenses de base tecnológica que desenvolvem soluções com potencial de mercado – o modelo permite que as empresas direcionem esforços para atividades como desenvolvimento, validação, testes e estruturação comercial.
O programa, que contempla empresas de todas as mesorregiões de Santa Catarina, atua em um ponto crítico da jornada empreendedora: o intervalo entre a prova de conceito e a capacidade de atrair investimentos privados. Esse período, frequentemente descrito como um dos mais desafiadores para startups e empresas de base tecnológica, concentra incertezas técnicas e comerciais que dificultam o acesso a capital.
As submissões podem ser feitas até o dia 20 de março.
APOIO À PROTEÇÃO DE ATIVOS TECNOLÓGICOS
Em paralelo ao Impulsiona SC, a Fapesc lançou a quarta edição do programa de apoio à propriedade intelectual, com orçamento de até R$ 2 milhões. A iniciativa é voltada ao fortalecimento da proteção de tecnologias desenvolvidas em Santa Catarina, por meio do apoio a processos de patenteamento e gestão de ativos intelectuais.
Embora menos visível do que editais de financiamento direto a empresas, o programa atua em uma etapa estratégica da inovação: a formalização da propriedade intelectual como ativo econômico. No Brasil, parte relevante do conhecimento gerado em universidades, centros de pesquisa e startups não chega a ser protegida, o que limita sua exploração comercial e reduz o potencial de atração de investimentos.
O edital busca oferecer suporte técnico e financeiro para que pesquisadores, empresas e ICTs consigam estruturar processos de proteção desde as fases iniciais do desenvolvimento tecnológico.
O prazo para envio de projetos encerra em 27 de março.





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