Empresas de tecnologia para varejo e finanças, respectivamente, planejam expansão comercial no mercado brasileiro e já passaram por programas de desenvolvimento do ecossistema catarinense. Na foto, os fundadores da Blimboo (Crédito: Divulgação).
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[21.01.2026]
Redação SC Inova, scinova@scinova.com.br
A Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) anunciou a participação em duas novas rodadas de investimento por meio do programa ACATE Invest. As startups foram a retailtech Beepay e a fintech Blimboo, egressas de projetos como a incubadora MIDITEC e a vertical de internacionalização da entidade.
Criado para aproximar startups em estágio inicial de investidores anjo e fundos de venture capital, o ACATE Invest surgiu a partir da demanda recorrente do ecossistema por capital estruturado, governança e conexão qualificada com o mercado. A iniciativa foi lançada durante o Startup Summit 2024, e opera como uma ponte entre empresas que já passaram por processos de capacitação e investidores interessados em oportunidades alinhadas a teses específicas de inovação.
No caso da Beepay, a startup participou de uma rodada de R$ 2 milhões liderada pelo Comunitá, veículo de investimento das cooperativas Sicredi, com a presença da Ventiur, Anjos do Brasil, além do ACATE Invest. A empresa desenvolve soluções de checkout autônomo para o varejo físico, com foco na redução de filas e custos operacionais.
Os recursos, segundo a CEO Renata Costa, serão direcionados ao desenvolvimento de novas funcionalidades, expansão comercial e fortalecimento da arquitetura de dados. Atualmente, a Beepay atende mais de mil lojas no Brasil, com foco em micro e pequenos varejistas.

A Blimboo, por sua vez, atua com soluções de pagamentos internacionais e proteção cambial voltadas principalmente ao setor de turismo. A rodada, com valores não divulgados, contou com a participação do Bewiki, grupo NF e Bossa Invest. O investimento será aplicado na adequação da infraestrutura regulatória às normas do Banco Central e na ampliação da atuação no mercado brasileiro, ressalta o CEO Rafael Sola. A startup já possui clientes nos Estados Unidos, Colômbia e Espanha e prevê a realização de testes em novos segmentos ao longo de 2026.
A estratégia de investir em negócios de tecnologia promissores vem desde a criação da Rede de investidores Anjo (RIA), em 2016 mas com a expansão do volume de associados desde então, a demanda por captação de recursos por parte das empresas do estado também cresceu. Como disse à época o presidente da ACATE, Diego Ramos, a entidade decidiu criar um dealflow para acompanhar e oferecer o melhor encaminhamento para buscar recursos, já que o nível de maturidade entre as startups é muito distinto.
A lógica do modelo prioriza negócios que já passaram por programas de incubação, aceleração ou internacionalização, reduzindo assimetrias de informação e ampliando as chances de escalabilidade e sustentabilidade das empresas investidas.





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