Empreendedores de SC compartilham lições e aprendizados da missão ao Vale do Silício

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Empreendedores de SC compartilham lições e aprendizados da missão ao Vale do Silício

Grupo foi a San Francisco no início de fevereiro como parte da comitiva organizada pelo programa Startup SC

Grupo foi a San Francisco no início de fevereiro como parte da comitiva organizada pelo programa Startup SC

O Vale do Silício recebeu no início de fevereiro mais uma missão catarinense, com o grupo de nove startups do estado chegando a San Francisco para imersão no mais importante polo de tecnologia e inovação do mundo e também para participar do Saastr Annual 2018, evento global que reúne empresas com modelo de negócio de software como serviço (SaaS). A missão faz parte da formatura do programa StartupSC, mantido pelo Sebrae e apoiadores privados, que encerrou a sétima turma no ano passado. Das egressas do programa, 32% têm negócios SaaS.

Por isso, o evento é considerado estratégico para empreendedores como Ricardo Sponchiado, CEO da Hub2b, startup com sede em Chapecó. “Minha expectativa era escutar e compartilhar experiências com outras empresas SaaS, entender os desafios de atuar nos EUA, conhecer a mentalidade dos investidores americanos e conversar com players de e-commerce para entender o mercado”, comenta. Criada em 2014, a Hub2b faz a integração de lojas virtuais a marketplaces de todo o mundo e  passou pelos principais programas de capacitação para startups disponíveis no estado – Sinapse da Inovação, InovAtiva e StartupSC. Em fechou 2017 com 300 clientes e espera dobrar os resultados neste ano, quando também pretende iniciar operações em São Paulo.

Ele respondeu ao SC Inova quais foram os principais aprendizados durante a semana de imersão no norte da Califórnia. Confira:

  1. Se apaixone pela dor do cliente e não pela solução que você oferece; 
  2. A cada decisão que você tomar, cada nova funcionalidade que você criar no seu produto, cada novo gasto que você precisar ter, a cada nova ideia, crie hipóteses em cima disso e calcule o retorno financeiro que essa mudança irá trazer para a empresa; 
  3. Cobre pelo serviço e pelo produto desde o início. E não coloque um preço muito baixo. 
  4. Uma frase que me fez refletir: “cultura é o que a sua empresa faz quando você não está presente”. 
  5. Outra frase que destaco foi: “conduza a empresa com equilíbrio, não esqueça de viver fora dela também”. Afinal a sua vida é uma longa jornada. 
  6. Curta a fase atual da empresa, não fique remoendo o passado e nem pensando demais no futuro. Viva o presente. 
  7. Às vezes você perde muito tempo analisando os concorrentes, o motivo pelo qual outras empresas estão se dando bem no mercado e muitas vezes o grande problema é você. De alguma forma, você está se impedindo de tomar ações. Então, procure entender quais são os seus pontos fracos e procure pessoas que complementem isso ou que melhorarem esses pontos. 
  8. Tenha sempre a previsão financeira perto de você. Qualquer decisão que você for tomar, tenha em mente o quanto de retorno ela irá proporcionar ao negócio em si.

Relacionamento e diversidade

Os ares do Vale do Silício ajudam os empreendedores locais não só a conhecer a meca da TI global e fazer networking em outra língua, mas também estreitar laços pessoais e profissionais entre os catarinenses. “A missão tem o papel importante de aproximar os empreendedores daqui que tem os mesmos desafios. Tem gente fantástica do nosso lado, mas acabamos não conversando no dia a dia por causa da rotina de cada um. A experiência aqui tem sido muito bacana, um ajuda o outro nos desafios”, comenta Livia Cunha, fundadora e CEO da CUCO Health, que fornece tecnologias que auxiliam empresas a oferecer programas de saúde preventiva personalizados para os colaboradores.

Na visão de Alexandre Souza, gestor responsável pelo StartupSC, a missão deste ano se destacou pela diversidade, com o maior número de mulheres empreendedoras que já participaram (três) e startups dos mais diversos segmentos: fintechs, varejo, agronegócio, saúde e até ligadas a viagens e negócios (travel and exchange). “O principal objetivo é a capacitação. O que vemos das palestras e empresas participantes do Vale do Silício ainda não é uma realidade brasileira, mas é fundamental vermos os seus erros e acertos para nos espelharmos e avançarmos ainda mais no ecossistema do nosso país e da nossa região” conclui.